A dor

femme avec douleurs

A dor representa dois terços dos motivos de consulta. Pode ser gerida de várias formas, com ou sem medicação, consoante a frequência e a gravidade.

O que é?

A dor funciona de uma forma simples: a informação “dor” sobe ao longo de um nervo, chega à espinal medula e, finalmente, ao cérebro! Tem um papel essencial para o organismo. Funciona como um alarme face a um estímulo mecânico, químico ou térmico. No entanto, perde este estatuto de alarme quando persiste para além de três meses. Dizemos então que é crónica.

Como quantificá-la?

A perceção da dor é um fenómeno muito subjetivo e específico de cada pessoa. A sensação pode variar consoante o contexto emocional, sociocultural, etnológico ou religioso. As imagens do cérebro mostram que os centros cerebrais responsáveis pela perceção da dor estão ligados a centros emocionais. Assim, uma pessoa será mais sensível à dor quando estiver a passar por uma situação emocional difícil.

Para quantificá-la, os médicos utilizam escalas visuais analógicas, graduadas de 0 para a ausência de dor a 10 para a dor máxima. Para as crianças, esta escala representa frequentemente rostos que indicam diferentes níveis. Esta avaliação subjetiva ajuda o médico a associá-la a hipóteses clínicas e a adaptar o tratamento analgésico.

Tratamento

Atualmente, é bem tratada com analgésicos: paracetamol, aspirina, anti-inflamatórios ou morfina e seus derivados. No entanto, estes medicamentos podem ter efeitos secundários importantes (perturbações gástricas e renais, tolerância e dependência da morfina, etc.) se forem utilizados durante longos períodos. Não podem, por conseguinte, constituir uma solução a longo prazo.

Assim, quando esta persiste, é possível tentar reprogramar a perceção da dor, trabalhando, por exemplo, as crenças que temos sobre ela, ou visualizando-nos sem dor. É por isso que as abordagens não medicinais, como a acupunctura, a osteopatia, a sofrologia ou a hipnose, são propostas nos centros de dor e têm dado provas do seu valor.

A alimentação e o estilo de vida também desempenham um papel na sensibilidade do sistema nervoso. Uma alimentação saudável e uma atividade física regular devem ser privilegiadas para colocar todas as hipóteses do seu lado.

Em conclusão, um método pode ser eficaz para uma pessoa, mas ineficaz para outra. Se a dor ocupa demasiado espaço na vida quotidiana, deve continuar a investigar, experimentando diferentes opções até encontrar o método que lhe convém.

 

Estas informações não substituem o aconselhamento médico.

Deve procurar o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde qualificado para quaisquer questões que possa ter relativamente ao seu estado de saúde.

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