À medida que atravessamos os meses de inverno, período em que o pico de incidência da gripe é geralmente mais elevado (entre dezembro e fevereiro), é essencial fazer um ponto de situação sobre a Gripe A. Esta infeção respiratória aguda gera frequentemente preocupação devido à sua elevada contagiosidade e à intensidade dos seus sintomas.
No Centro Médico Alegria, fazemos questão de o informar para que possa proteger melhor a si e aos seus familiares.
I – O que é a gripe A?
A Gripe A é uma doença causada pelo vírus Influenza do tipo A. Ao contrário da gripe sazonal, que é um termo genérico que engloba vários tipos de vírus (A e B), a Gripe A refere-se especificamente aos subtipos deste vírus, sendo os mais conhecidos o H1N1 e o H3N2.
O vírus Influenza A é geralmente considerado mais agressivo do que o tipo B e apresenta uma maior capacidade de mutação, o que explica o facto de ter sido responsável por pandemias no passado, como a de 2009. Atualmente, estes vírus circulam de forma sazonal.
II – Como reconhecer os sintomas?
Os sintomas da Gripe A são muito semelhantes aos da gripe comum, mas surgem frequentemente de forma súbita.
Esteja atento aos seguintes sinais:
- Febre alta, tosse e dor de garganta
- Dores musculares, dores de cabeça e fadiga extrema
- Por vezes, podem surgir sintomas digestivos como diarreia ou vómitos
O período de incubação (tempo entre a infeção e o aparecimento da doença) é geralmente de cerca de 2 dias.
III – Uma doença altamente contagiosa
A Gripe A transmite-se muito facilmente através das gotículas libertadas no ar quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala. O vírus entra então pelas vias respiratórias (boca ou nariz). É importante notar que a transmissão pode ocorrer ainda antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
IV – Quem está em risco?
Embora a gripe possa afetar qualquer pessoa, alguns grupos exigem maior vigilância, uma vez que o risco de complicações é mais elevado. Nomeadamente:
- Crianças com menos de dois anos
- Mulheres grávidas (especialmente no 2.º e 3.º trimestres) e mães até duas semanas após o parto
- Pessoas com doenças crónicas (respiratórias, cardíacas, renais, diabetes)
- Doentes com o sistema imunitário enfraquecido
V – Prevenção e tratamento
A melhor estratégia continua a ser a prevenção. Eis as principais medidas de proteção recomendadas:
- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão
- Cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o cotovelo ao tossir ou espirrar
- Utilizar máscara
- Arejar regularmente os espaços fechados e evitar tocar no rosto
- A vacinação anual continua a ser uma medida preventiva fundamental, sobretudo para os grupos de risco, uma vez que o vírus sofre mutações frequentes.
Caso adoeça, o tratamento visa sobretudo aliviar os sintomas: repouso, hidratação adequada e toma de medicamentos para reduzir a febre, como o paracetamol.
VI – Quando consultar um profissional de saúde?
Na maioria dos casos, a recuperação é rápida com repouso. No entanto, deve procurar um profissional de saúde se:
- Sentir dificuldade em respirar ou dor no peito
- Os sintomas se agravarem ou não melhorarem
- Pertencer a um grupo de risco (gravidez, doença crónica)
Não hesite em contactar-nos para qualquer esclarecimento ou para verificar o seu estado vacinal.
Estas informações não substituem o aconselhamento médico.
Deve procurar o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde qualificado para quaisquer questões que possa ter relativamente ao seu estado de saúde.
Fontes:



